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01. BRIEFING


Apresentação do projecto. Nesta fase primordial são apresentados os objectivos, as condicionantes e potencialidades do projecto. O cliente deve fornecer os elementos relativos ao contexto do projecto, em termos de público-alvo actual ou pretendido, condicionantes orçamentais, posicionamento de mercado actual e pretendido, prazos de execução e, discutindo-se estes assuntos, poderá chegar-se à conclusão de que existem premissas que não foram consideradas, ou rumos alternativos. Quer isto dizer que a intervenção do designer poderá influenciar e mesmo ser essencial para completar o briefing.


02. INVESTIGAÇÃO


Fase de pesquisa e levantamento de dados, no sentido de saber que soluções já foram encontradas para um problema eventualmente semelhante, e seguir um novo rumo. Procuram-se todo o tipo de elementos do contexto em que projecto se insere: gostos do público-alvo, códigos visuais conhecidos, associações simbólicas, linguagens reconhecidas, constrangimentos culturais, aptidões, exigências, estilos de vida, etc. Na verdade, trata-se de procurar e registar, tudo o que poderá ser considerado relevante para conseguir uma solução eficaz.


03. CONCEITO


Nesta fase existirão muitas "tempestades cerebrais". São esquissadas idéias, pensadas soluções. São ponderadas não só as soluções conceptuais, mas também a implementação, processos técnicos de produção possíveis, materiais, etc. Teremos então, após muita experimentação e testes, a definição de um conceito: uma linha condutora que se revela como resultado da articulação dos elementos do briefing com os elementos investigados e adquiridos conjugando-se num processo criativo, em que é "materializada" uma resposta de forma eficaz e inovadora, comunicada de forma detalhada e coerente.


04. APRESENTAÇÃO


Apresentação do projecto, seu conceito, ramificações e materialização. Poderão naturalmente existir afinações pertinentes aquando o confronto com quem encomendou o projecto. O processo poderá então ter voltar atrás para considerar uma nova premissa ou correcção, até que seja finalmente dada a luz verde para avançar. Se corresponder (ou até superar) às expectativas, é então dado o seguimento no sentido de entregar o projecto, com todas as suas propriedades, instruções e exigências a quem irá materilizar o objecto de design.


05. PRODUÇÃO


Nesta fase, o designer acompanhará os passos da produção, certificando-se que o projecto é conduzindo segundo os parâmetros qualitativos necessários, eventualmente intervindo no processo, aquando a detecção de incorrecções ou resultados técnicos imperfeitos. Finalmente terminado, o designer entregará ou dará instruções de entrega segundo as exigências do cliente.


06. IMPLEMENTAÇÃO


Idealmente, o designer deverá estar presente no lançamento do produto, serviço ou evento, para averiguar o seu impacto no público-alvo. Se a receptividade do objecto revelar consequências benéficas nas vendas dos produtos ou serviços, ou se eventos registaram uma boa afluência e impacto, o projecto foi concluído e bem-sucedido.


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Cada projecto é único e irrepetível. Existem questões de ética profissional e leis de protecção de propriedade intelectual que certificam a originalidade e identidade de cada projecto, ainda que possam ser de áreas semelhantes, com objectivos idênticos.
Cada projecto é encarado segundo o seu briefing, o contexto em que é lançado, com as suas condicionantes e potencialidades, o que lhe dá um carácter exclusivo e individual.